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Escassez e Abundância: A Polaridade que Habita Nossos Estados Internos

Escassez e abundância são, antes de tudo, estados internos. Muito além de conceitos econômicos ou da disponibilidade de recursos, essas polaridades refletem o modo como pensamos, sentimos e reagimos diante da vida.

A escassez se manifesta quando a mente opera sob o filtro do medo, da insuficiência, da comparação constante e da expectativa de perda. Já a abundância se revela quando há conexão com o fluxo natural da vida, com sentimentos de gratidão, abertura e confiança.

A psicologia moderna reconhece que pensamentos recorrentes moldam estruturas cerebrais. Quando estamos imersos em padrões de escassez, ativamos circuitos de sobrevivência, especialmente a amígdala cerebral, mantendo o corpo em alerta constante. A energia vital se direciona à autoproteção, e o organismo se tensiona. Em contraponto, estados de abundância ativam áreas como o córtex pré-frontal e promovem liberação de neurotransmissores associados ao bem-estar e à criatividade.

O córtex pré-frontal é uma área do cérebro localizada na parte frontal, atrás da testa. É uma região crucial para funções executivas, como planejamento, tomada de decisões, controle de impulsos e comportamento social. Ele desempenha um papel fundamental no raciocínio lógico, na manipulação de informações e na interação social. 

A polaridade entre escassez e abundância não afeta apenas o indivíduo, mas também os ambientes. Assim como uma biblioteca convida ao silêncio e à introspecção, e uma discoteca pulsa com energia expansiva, cada espaço carrega a energia emocional de quem o frequenta.

O mesmo acontece conosco: corpo e mente tornam-se endereços vibracionais, onde os sentimentos habitam e desenham o campo de presença que levamos ao mundo.

Crenças de Escassez (Limitantes)

São ideias internalizadas que nos fazem ver o dinheiro como algo raro, difícil de conseguir ou manter. Exemplos comuns:

“Eu preciso de pouco”.

“Eu sou assim, não ligo para o dinheiro.”

“Não tenho sorte com dinheiro.”

“Só se ganha dinheiro com muito sofrimento.”

“Não mereço ter muito.”

Essas crenças causam medo, culpa, sabotagem financeira e dificuldades para atrair ou manter dinheiro.

Carl Jung já antecipava isso ao afirmar que tudo o que resistimos tende a se fixar.

Integrar essa polaridade significa observar o que nos limita, e consequentemente, com consciência, criar espaço para um novo padrão.

Crenças de Abundância (Fortalecedoras)

São pensamentos que nos conectam à ideia de que há dinheiro suficiente para todos e que é possível prosperar com princípios e valores, ética, propósito e equilíbrio.

“O dinheiro é uma ferramenta para criar impacto positivo.”

“Mereço viver em abundância.”

“Quanto mais valor eu gero, mais dinheiro recebo.”

“Há oportunidades de prosperar ao meu redor.”

“Posso enriquecer sendo quem eu sou.”

Efeitos: Aumentam a confiança, criatividade, abertura a oportunidades e inteligência financeira.

Pensar em abundância não é negar a dor nem romantizar a vida, mas cultivar internamente uma atmosfera onde o possível encontra espaço para crescer.

Ao reconhecermos as lentes com as quais vemos o mundo, abrimos caminho para redesenhar a realidade, dentro e fora de nós.

A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) oferece ferramentas para ajudar as pessoas a lidar com a escassez e a abundância, promovendo uma percepção mais realista e funcional da realidade, além de desenvolver habilidades para lidar com as emoções e comportamentos associados a esses estados. 

É considerada uma terapia baseada em evidências, o que significa que sua eficácia foi comprovada por meio de pesquisas científicas rigorosas. se fundamenta no modelo cognitivo, que explora a relação entre pensamentos, sentimentos e comportamentos. O terapeuta ajuda o paciente a identificar padrões de pensamento disfuncionais e a desenvolver estratégias para modificar esses padrões. 


Dra. Gláucia Freitas


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