Site icon Clínica de Psicologia e Coaching Learn2Be

Feridas Emocionais Invisíveis: Reconhecer para transformar

Desde a nossa infância, para olhares mais atentos, desde a nossa conceção e gestação, que somos expostos a determinados acontecimentos e experiências que nos moldam enquanto adultos. Registamos memórias (mais ou menos conscientes) e emoções associadas, que quando dolorosas (traumas, perdas, separações, abusos, entre outras), levam-nos a passar por intensos processos emocionais que resultam em feridas emocionais invisíveis, que permanecem ao longo da vida e que afetam o nosso bem-estar emocional e psicológico diariamente. Somos todos sobreviventes de histórias que ninguém saberá.

Estas feridas emocionais manifestam-se em todos os comportamentos do adulto, sem que possa ter consciência de onde surgem e dos motivos pelos quais se comporta de determinada forma. O que é certo, é que o adulto de hoje é sempre o reflexo do que ocorreu na infância. A criança à qual lhe diziam que era caro o que ela tanto queria, é o adulto que hoje se sente culpado quando gasta o dinheiro em algo que não é tão necessário; a criança que se tornou responsável antes do seu tempo (cuidadora de irmãos, tarefas domésticas, regras em excesso, etc), é o adulto que está dependente de todos, menos de si mesmo; a criança que ouviu os seus pais falarem constantemente sobre dívidas, é o adulto que hoje dá muita importância ao dinheiro; ou a criança que foi muito criticada ou que sentiu que não era suficiente, hoje é o adulto que adito ao trabalho, para provar que tem valor.

E o que acontece quando todas estas experiências permanecem em nós? Criamos constantemente formas de sobreviver a esses momentos ou memórias traumáticas de dor, permanecendo, no entanto, tantas vezes no mesmo lugar. Adaptamo-nos, procurando inconscientemente as mesmas emoções sentidas ou, em alternativa, utilizamos estratégias diversificadas para evitar essa mesma dor. Estas ferramentas que são desenvolvidas ao longo da vida, sentidas como funcionais e benéficas, permanecem durante anos, contudo, ao longo do tempo tornam-se limitativas do desenvolvimento de cada um. Passamos a utilizar estas formas de reagir e viciamo-nos. A fuga, a dependência, a zanga, a rigidez, o controle, entre outras, não constituem um lugar de crescimento e superação do trauma.

O autoconhecimento e a consciência dos seus próprios processos internos e feridas emocionais, a perceção de si, a compreensão das suas emoções, a identificação de padrões de pensamento e de comportamento, são fundamentais no processo de transformação da dor em crescimento pessoal. É ao olhar para a dor e para o sofrimento que se torna possível perceber os conflitos internos de cada um, identificando os aspetos “esquecidos” no nosso inconsciente. A dor é um veículo para a compreensão, crescimento e cura de cada um de nós.

Quanto mais esperamos para resolver as nossas feridas, mais elas se agravam. Sempre que vivemos uma situação que vem despertar e tocar numa ferida, acrescentamos-lhe uma nova dor e iremos cada vez mais evitar tocar-lhe e olhar para ela. Torna-se um ciclo vicioso. Assim, o caminho está em aprender a lidar com as nossas feridas e com a dor de forma saudável e construtiva, enfrentando os nossos medos, fragilidades, emoções e vulnerabilidades. Pode escolher entre continuar a reagir, adotando comportamentos (tantas vezes inconscientes) que o ego desenvolveu para o proteger e que o mantém na zona de segurança e conforto, ou olhar para o que realmente o incomoda, solucionar o problema e tratar do seu Eu emocional e psicológico.

Ao compreender e ao aceitar os acontecimentos do seu passado e a sua própria história, ao aceitar que faz parte de ser-se humano, sentimo-nos preparados para continuar, encontrando na dor uma aprendizagem profunda para uma nova forma de estar e um caminho para uma nova ordem na vida. Num dos exemplos anteriores, o adulto que se sentia culpado por gastar dinheiro em algo que não é necessário, pode agora perceber que tem a consciência do essencial e desnecessário na sua vida, sendo um recurso importante, mas pode agora também entender que os medos dos pais não lhe pertencem, libertando-se das suas dores e permitir-se comprar algo para benefício próprio, num lugar de automerecimento e recompensa.

“Uma vida feliz não pode existir sem uma medida de escuridão, e a palavra “feliz” perderia
o seu significado se não fosse equilibrada pela tristeza.” – Carl Jung

Não existe avançar, se não se permitir olhar para trás e tratar o que precisa ser tratado. Não existe construção e equilíbrio interior, se não se permitir conhecer as suas emoções dolorosas e compreender a sua origem. E é neste caminho que se aprende que tudo muda, e que o sol sempre aparece depois de um dia nublado, com a força e beleza do amanhecer, encontrando novas estratégias em direção a uma vida mais plena e significativa. Aquelas que foram as suas dores, são passíveis de serem transformadas em recursos pessoais e ferramentas valiosas para uma jornada de autodescoberta, crescimento e evolução pessoal.

Conte com o meu apoio neste processo, marque a sua consulta hoje e inicie a sua transformação interior!

Sara Rodrigues
Psicóloga e Hipnoterapeuta Clínica 

“No meio do inverno, eu aprendi que finalmente havia em nós um verão invencível”.

Albert Camus


Dra. Sara Rodrigues



MARCAR CONSULTA LEARN2BE ONLINE



MARCAR CONSULTA LEARN2BE MAFRA

Exit mobile version