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CLÍNICA DE PSICOLOGIA E COACHING LEARN2BE

AS 8 DIFERENÇAS ENTRE COACHING E PSICOTERAPIA

As 8 principais diferenças entre Coaching e Psicoterapia

A Psicoterapia e o Coaching, embora ambas trabalhem para o bem estar do individuo e para a resolução de problemas e promoção de objectivos, apresentam diferenças fundamentais, quer na sua aplicação, como nos seus resultados.

De acordo com o Internacional Institute of Coaching, o Coaching é “uma forma simples porém efectiva de desenvolvimento entre o cliente e o Coach, que sustém e mantém o crescimento da personalidade e das competências“.

Coaching - O seu potencial
Deixo de seguida as diferenças entre Coaching e Psicoterapia que penso serem as mais importantes:

1. Profundidade e amplitude do campo de trabalho

Esta penso ser a diferença entre Coaching e Psicoterapia mais importante:
Enquanto no Coaching, o trabalho centra-se em resolver problemas específicos ou alcançar objectivos específicos de uma forma rápida e quantificável,  na Psicoterapia  este trabalho acaba por ser mais profundo e mais amplo, em que se trabalha as emoções e os pensamentos que estão por detrás do problema, através de técnicas de análise.

2. O Foco

Enquanto no Coaching o foco é resolver algo específico ou alcançar uma meta específica, na Psicoterapia, o problema apresentado pelo paciente é visto como um sintoma de algo mais completo e complexo da psique do indivíduo, algo que na verdade, é a causa do problema.

Ou seja, na Psicoterapia o sintoma é visto como a voz do problema real, e é esse problema real, que provoca o sintoma, que é trabalhado em consulta, de forma a desbloquear o quadro sintomático.

Foco

3. O Tempo

O Coaching tem um tempo de aplicação, previamente combinado com o cliente. O  mais comum é um trabalho de Coaching durar entre 8 a 12 sessões.

Na Psicoterapia, embora se possa combinar um tempo limite para a terapia, isto acaba por não fazer muito sentido, porque como o trabalho é mais profundo, acaba por vir à tona durante o processo psicoterâpeutico, outros sintomas e outros objectivos, os quais o paciente não tinha ainda acesso no inicio do seu processo psicoterapêutico.

Tempo

4. O Profissional

Embora muitos Coachers tenham também formação em Psicologia, isto não é regra geral.

É possível o Coacher ter a sua formação inicial numa outra área, como economia por exemplo, e tirar uma especialização em Coaching.

Esta característica não tira em nada o valor desse Coacher e mesmo o valor e a utilidade do Coaching, mas é claro que um Psicoterapeuta, que tirou o seu curso em Psicologia e uma especialização num modelo Psicoterapêutico, tem outra bagagem no que diz  respeito aos meandros da Psique, do desenvolvimento e do comportamento humano.

5. O Resultado Final

No caso do Coaching o resultado é específico ao pedido acordado na primeira sessão de coaching, e por muito que os recursos ganhos pelo cliente possam ser transversais para outros objectivos, a sua amplitude não é aplicada em todas as áreas de vida do cliente.

Na Psicoterapia, como o trabalho é mais profundo, os esquemas mentais da pessoa acabam mesmo por mudar, o que faz com que a pessoa nunca mais volte a ser como era. Neste sentido, tudo o que é trabalhado em Psicoterapia vai ter influência em todas as áreas de vida do cliente e em todas as suas experiências de vida futuras.

Sucesso

6. A Quantificação dos Resultados

No Coaching é possível quantificar o resultado do trabalho desenvolvido ao longo das sessões com muita precisão.

Há instrumentos e mecanismos de feed-back do Coaching, que são activados, não só para quantificar o progresso do trabalho desenvolvido, como também para quantificar o resultado obtido.

Na Psicoterapia esta quantificação torna-se menos exacta, até mesmo pelo que descrevo no ponto anterior:

Como os resultados são mais transversais e amplos na vida do individuou, torna-se mais difícil quantificar o resultado.

No entanto, mesmo na Psicoterapia, esta quantificação é sempre realizada, porque normalmente o paciente realiza uma Avaliação Psicológica no inicio do seu processo Psicoterapêutico, e outra passado algum tempo de terapia, podendo desta forma, analisar-se o que mudou no funcionamento Psicológico e Emocional do individuo.

7. Métodos de Análise e Avaliação de Resultados

Enquanto que no Coaching são usados exercícios específicos de Coaching que dão um feed-back constante ao cliente e ao Coacher do trabalho que se está a desenvolver, na prática clínica da Psicoterapia, são aplicados testes psicológicos que espelham o funcionamento geral do individuo, ou seja, o funcionamento emocional e psicológico do paciente.

8. A Relação estabelecida entre o cliente e o técnico

Aqui também existem diferenças fundamentais, porque enquanto a relação entre o Coacher e o seu cliente, é uma relação de trabalho para alcançar um objectivo específico, na Psicoterapia, esta relação entre Cliente e Psicoterapeuta , acaba também por ser muito mais profunda.

Digamos que o Coacher é um treinador pessoal, que direcciona, acompanha e treina o seu cliente no sentido de cumprir uma meta, e que o Psicoterapêuta é um Cuidador, que se empresta a uma relação terapêutica, onde o cliente vai poder resolver os seus traumas e os seus bloqueios, de forma a conseguir corrigir o mal criado pelas suas relações anteriores.

Então o que é melhor? O Coaching ou a Psicoterapia?

Na verdade, ambos são válidos e ambos são ferramentas fantásticas para o cliente resolver os seus problemas, encontrar as suas soluções e ir de encontro aos seus objectivos.

A pergunta aqui não é qual é melhor, se o Coaching ou a Psicoterapia, mas sim, com o qual é que o cliente se identifica mais e com o qual se sente mais confortável em procurar um profissional para em conjunto consigo próprio trabalhar a sua vida.

O que verdadeiramente importa é que o cliente consiga ter acesso a ajuda profissional, no seu crescimento pessoal, na resolução dos seus problemas e se torne mais efectivo e feliz na sua vida. E isto, tanto se consegue pelo Coaching, como pela Psicoterapia.

Marque a sua primeira sessão de Coaching sem compromisso e decida se é esse o caminho que é melhor para si.

Tudo de bom para si,
Força e coragem,
Miguel Gonçalves