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Gravidez e parentalidade

A gravidez assume-se como o primeiro vínculo criado entre pais-filho, sendo por isso, o início de todo o processo de maternidade.

Toda esta vivência consiste na criação de laços, idealizações e sonhos. No fundo a preparação para o mundo da parentalidade.

A gestação constitui-se como um desafio físico e psicossocial para a mulher, quer no seu espaço pessoal, onde são projetadas as suas ansiedades e as suas expectativas, quer no seu espaço interpessoal, onde as novas expectativas e atitudes.

Assim, a gravidez é significativa para o ciclo de vida de uma mulher sendo descrito também como um período de mudanças em diversas áreas da vida. 

Para algumas mulheres a gravidez é altamente desejada, no entanto, para outras pode ser vista como uma situação extremamente penosa. Quando abordamos esta “decisão de se interromper a gravidez”, temos que ter em conta vários fatores que influenciam a mesma, principalmente, em que medida a gravidez é desejada, e por outro lado, ter presente em que medida a mulher aceita ou não a interrupção como método para resolver uma gravidez não desejada.

Quando falamos de interrupção involuntária da gravidez, numa fase precoce ou tardia, temos que falar, inevitavelmente de luto parental. Estudos apontam que o impacto e a reação perante a perda não se relacionam somente com a morte do bebé, mas também com as expectativas criadas antes e após a conceção.
É uma dor invisível, que pode despoletar diversos sintomas que podem ser traumáticos e nocivos para a mãe, para o pai e para o casal.

No decorrer da “live” mergulhamos nos temas da gravidez, no entanto existem mulheres que simplesmente não vêm a maternidade como uma opção da vida das mesmas. Sim, uma é uma opção.

A “não a maternidade” parece ser um caso misterioso. As mulheres que optam em serem mães, dificilmente são questionadas com tais perguntas, como “quando vais ser mãe?”, “Queres ser mãe?”. Esse retrato evidencia o julgamento social que as não mães podem sofrer ao longo das suas vidas.

Mas e se eu não quiser ser mãe?

A opção por não ser mãe é resultado de muitos questionamentos e reflexões. E como, qualquer outra decisão, é extremamente pessoal e digna de respeito e empatia.

Quais as suas dúvidas?
Sabia de algumas coisas que foram sendo abordadas?

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