[language-switcher]

Sabe quem é? O quer? Para onde quer ir? Como quer fazer esse caminho?

Você é o protagonista da sua vida, não se demita desse papel

Perdemos muito tempo a culpar os outros e o mundo pelo que nos acontece na vida, principalmente as coisas menos boas. De certa forma, somos educados a colocar no exterior a responsabilidade do que vivemos e habituamo-nos a justificarmo-nos para nos livrarmos do que aconteceu, quando na verdade, o que falha é precisamente este entendimento de que nós somos os principais e únicos responsáveis pelos passos que damos.

Convido-@ a refletir se já deu por si a pensar ou verbalizar alguma das frases que se seguem:
  • “Aconteceu-me isto e por isso sou assim.”
  • “Já não vale a pena, já é tarde para mudar.”
  • “Fizeram-me isto e agora não posso fazer nada.”
  • “Não vai dar certo porque as pessoas são assim.”
  • “El@ é mesmo assim, não vai mudar, por isso só me resta aceitar.”

A tendência que temos é a de adotarmos uma postura de vitimização e culpabilização dos outros ou mesmo das situações e circunstâncias que vivemos, o que não é benéfico para a saúde mental. Precisamos de nos responsabilizar pela gestão e orientação da nossa vida, ao invés de ficarmos constantemente à espera que os outros decidam por nós. Se vivermos nesta espera, acomodamo-nos a um lugar de submissão, de desresponsabilização, de inatividade, de descuido e até de desligamento. É importante sairmos da nossa zona de conforto, para mudar, para reagir, para viver.

São pequenas escolhas que vão moldando a nossa vida e direcionando o nosso caminho. Se nos alimentarmos bem, provavelmente teremos uma vida mais saudável. Se nos alimentarmos mal, poderemos ficar doentes. Da mesma forma que as pessoas com quem escolhemos passar o nosso tempo, também vão consequentemente influenciar o nosso bem-estar e saúde mental. Tudo são escolhas que fazemos: onde acordamos, as pessoas com que nos relacionamos, o sítio onde trabalhamos, o que comemos, o que compramos, o que vestimos, o que dizemos, no fundo, quem somos. Portanto, não é saudável dizer que a culpa é do outro, quando a escolha foi nossa.

O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.

É verdade que não podemos controlar o que nos acontece, mas podemos sim controlar como lidamos com o que nos acontece. É aqui que termina a postura de vitimização e culpabilização, e começa a nossa atitude de responsabilização.

Assumir a responsabilidade implica, inevitavelmente, assumir os riscos e incertezas das decisões e escolhas que tomamos, sem saber se vai resultar como prevemos/idealizamos. Claro que esta dúvida pode ser muito assustadora para algumas pessoas e complicado de gerir dentro de nós. Mas se nunca arriscarmos, nunca saberemos. Se correr bem, ficamos orgulhos@s e satisfeit@s com a nossa escolha. Se correr menos bem, será sempre uma aprendizagem e depende, (mais uma vez) exclusivamente de nós, o que decidimos retirar dessa experiência para o futuro.

Certo é que, assumir a responsabilidade da própria vida não equivale a conseguirmos automaticamente tudo aquilo que ambicionamos. Mas é, sem dúvida, meio caminho andado para lá chegarmos. Portanto, assumir responsabilidade traduz-se em crescimento pessoal e em maturidade emocional.

De nada nos serve dizermos esta frase “Você é o protagonista da sua vida, não se demita desse papel” se não formos capazes de realmente compreender o seu significado.

Protagonista significa “ator principal”. Para se desempenhar este papel é preciso saber-se que o é, ou seja, ter-se consciência. Logo, em primeiro lugar, para nos assumirmos como protagonistas da nossa própria vida, precisamos de trabalhar a nossa autoconsciência. Só assim teremos noção de quem somos, das nossas verdades, vontades e necessidades.

Se parar para refletir: sente que se conhece? Sabe quem é? O quer? Para onde quer ir? Como quer fazer esse caminho? Que objetivos tem traçados? Como os pretende alcançar?

A autoconsciência e autoconhecimento são uma mais-valia para tudo na nossa vida, neste caso, para conseguirmos entender o impacto que temos na nossa própria vida. A influência das nossas ações e atitudes, o peso dos nossos comportamentos e o foco dos nossos pensamentos. Em nós e nos outros. Depois de compreendermos isto, ganhamos noção da responsabilidade que temos sobre nós mesmos, essencial para sermos just@s e verdadeir@s don@s da nossa vida.

Esta autoconsciência e autoconhecimento são competências que se podem trabalhar e desenvolver em terapia, ao dedicarmos tempo a pensar sobre o que sentimos, os nossos limites, os nossos objetivos, ambições e a fundamentarmos a nossa individualidade. Também a consolidação da autonomia e da capacidade de ser honest@, sincer@ e just@ connosco própri@s, são competências importantes que se podem adquirir ao longo deste processo.  

Temos em nós um poder enorme de transformação pessoal, basta querermos e priorizarmos isso. Claro que é difícil parar, olhar para dentro e escutar. Compreendo que possa não ser fácil aceitar a verdade e assumir a responsabilidade pelo que fizemos ou deixámos de fazer. Pode doer, pode parecer utópico, mas garanto-lhe que não é impossível. E assim que aprendemos e que nos transformamos, a vida torna-se mais plena e olhamos para as coisas com mais paz e tranquilidade. Confie. Não desista. A vida é sua e de mais ninguém. Está nas suas mãos mudar, fazer, agir, viver. Pode parecer assustador? Pode. Mas é tão bom quando finalmente percebemos que a vida só depende de nós e assumimos o poder e a liberdade de a viver. Conte com o meu auxílio nesse processo, marque a sua consulta hoje. 

Dra. Carolina Almeida

Artigos Relacionados

O Pensamento Automático

Já parou para observar a rapidez com que a sua mente produz diálogos, julgamentos e cenários sobre o futuro? Muitas...

“Porque é que eu penso demasiado em tudo?”: quando a própria mente se torna um lugar cansativo

Existem pessoas que passam grande parte da vida presas dentro da própria mente. Pessoas que analisam conversas horas depois de...

A Guerra Silenciosa Dentro da Tua Mente: Porque é tão difícil mudar mesmo quando queremos?

Às vezes, as maiores batalhas da vida acontecem em silêncio. São 23h47. Sabes exatamente aquilo que precisas de mudar. Dormir...

autoestima

Quem Pensa os Teus Pensamentos?

Vivemos numa era onde a mente nunca se cala. Pensamos enquanto trabalhamos, enquanto conduzimos, enquanto tentamos dormir. A mente comenta...

A Qualidade dos Teus Pensamentos Define a Qualidade da Tua Vida

A tua vida é aquilo que tu pensas… ou tu pensas na tua vida? Esta pergunta parece simples, mas muda...

Ser Mãe

Mãe é símbolo de amor incondicional, de presença, de cuidado e de carinho. Mas ser mãe tem sido um conceito...

Discover more from Clínica de Psicologia e Coaching Learn2Be

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading