[language-switcher]

O nosso próprio caminho

O caminho é, na minha opinião, algo que se vai construindo e que não está definido à partida: vamos fazendo escolhas e tomando decisões sem muitas vezes ter consciência do impacto que terão na definição deste caminho. E ainda bem que assim é, pois seria um caminho menos interessante se todas as escolhas fossem medidas e pesadas, e seria estranho até se conseguíssemos antever como é que estas influenciariam o nosso caminho. Sou da opinião, como diz a sabedoria popular, que o caminho se faz caminhando, que nada é permanente e que temos o poder de alterar a nossa realidade.

No entanto, é inevitável sentir que existem expetativas em relação a este nosso caminho. Diria que as duas forças que mais poder têm na definição destas expetativas são a nossa família e a sociedade em que nos inserimos. Creio ser inevitável que os pais tenham expectativas em relação ao caminho dos filhos, até porque, na prática, tomam inúmeras decisões em relação à vida dos mesmos, que têm o poder de definir partes do caminho. Contudo, a partir de determinada fase de desenvolvimento, passa a existir a capacidade para a tomada de decisão, condição necessária ao processo de autonomização e independência pelo qual todos devemos passar. 

No que diz respeito à sociedade, existem alguns padrões e expetativas, que são partilhados e chegam até nós por diversos veículos. Do que vejo em consulta, sei que muitas pessoas se sentem pressionadas a corresponder a determinado estilo de vida, a construir uma carreira profissional bem-sucedida, a casar, a comprar casa, a ter filhos etc. E, por muito que esta possa parecer a ordem natural das coisas, o nosso caminho não deve nunca ser definido pela pressão de outros, pelo que “deve ser” ou pelo que “é suposto”, pois é aí que damos permissão a que estes outros definam o nosso caminho por nós. A questão que se põe, é que esta pressão causa sentimentos de angústia, e tem o poder de nos empurrar para decisões que na verdade não estão alinhadas com as nossas intenções, crenças ou vontades. É preciso clareza de pensamento e coragem para remar contra a maré ou para assumir uma posição “menos popular”, mas acredito que esta libertação e a possibilidade de nos sentirmos livres nas nossas escolhas é um passo na direção do equilíbrio e da felicidade.

Não é fácil chegar a este lugar. Tomar decisões e pensar sobre a nossa vida não é uma tarefa fácil, e é muito positivo ter um espaço terapêutico em que consigamos “sair da nossa cabeça” e entrar em contacto com as tais intenções, crenças e vontades. É estando disponíveis para o processo de auto-conhecimento, que seremos capazes de ir caminhando o nosso próprio caminho. Conte com o meu auxílio para percorrer esse caminho, o seu caminho. Marque a sua consulta hoje.

Dra. Mariana Pereira Saraiva

Artigos Relacionados

Exercício físico: um aliado no processo terapêutico

A busca por uma vida saudável tem vindo a ganhar cada vez mais relevância na sociedade atual, principalmente após o...

Porque é tão difícil largar as redes sociais? O cérebro tem uma explicação

Se alguma vez disseste: “Vou só ver cinco minutos” …e acabaste por perder quase uma hora a fazer scroll, não...

Estamos todos viciados nas redes sociais? A resposta pode não ser tão simples.

“Vou só ver uma coisa rápida” Provavelmente, todos nós já dissemos esta frase. Abrimos o Instagram apenas para responder a...

O teu corpo sabe mais do que imaginas!

Já reparaste que, quando estás com ansiedade, os ombros sobem? Que, quando há tristeza, o corpo parece pesar? Que, quando...

O Corpo que Nunca se Cala

Há perguntas que fazemos durante toda a vida. Outras nunca chegam verdadeiramente a acontecer. Não porque sejam difíceis, mas porque...

O Homem que Ficou para Depois numa Vida que Ficou por Dentro

Junho é o mês da consciencialização para a saúde mental masculina. Habitualmente, este momento leva-nos a falar sobre prevenção, rastreios,...

Discover more from Clínica de Psicologia e Coaching Learn2Be

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading