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A Vivência de uma Sexualidade Saudável a Favor da Harmonia Física e Mental

A sexualidade é um aspeto central da vida do ser humano, que contribui para a definição da sua identidade e para o seu equilíbrio físico e psicológico.

Numa perspetiva mais formal, e considerando que a sexualidade pode ter maior ou menor expressão, consoante a fase da vida em que a pessoa se encontra, podemos dizer que o conceito de sexualidade engloba aspetos tão diversos como:

  • O sexo biológico;
  • A identidade;
  • A expressão e os papéis de género;
  • A orientação sexual;
  • O ato sexual;
  • O erotismo e a sensualidade;
  • O prazer;
  • A ternura e o afeto;
  • A intimidade;
  • A reprodução.

A SEXUALIDADE PODE SER EXPERIMENTADA E EXPRESSADA
​DAS MAIS VARIADAS FORMAS: 

NOS PENSAMENTOS, NAS FANTASIAS, NOS DESEJOS, NAS OPINIÕES, NAS ATITUDES, NOS VALORES, NOS COMPORTAMENTOS, NAS PRÁTICAS,
​NOS RELACIONAMENTOS
.

A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, económicos, culturais, éticos, políticos, históricos, legais, religiosos e espirituais (com base na definição de Sexualidade da Organização Mundial de Saúde).

Trata-se de um tema que desperta o interesse das mais variadas ciências: a biologia e a medicina interessam-se pelos aspetos anatómicos e fisiológicos da sexualidade; a história e a sociologia discutem os comportamentos sexuais e as suas origens; a antropologia dá atenção à sua evolução cultural.
No que respeita à psicologia, esta interessa-se em analisar a forma como a sexualidade é desenvolvida e vivida pelo indivíduo, bem como os sentimentos associados a esse processo de vivência e desenvolvimento.
​Se é ponto assente que a sexualidade se manifesta no ser humano desde tenra idade – nunca é demais lembrar Freud e a teoria do desenvolvimento psicossexual, segundo a qual a manifestação da sexualidade ocorre, desde logo, nos primeiros meses de vida do bebé –, também a adolescência é marcante, sendo um palco privilegiado de mudanças corporais, orgânicas e psicológicas, aqui em especial relacionadas com a expressão da sexualidade e a construção da identidade.

Com efeito, todo o ciclo de vida do ser humano (desde a criança ao idoso) se pauta pela vivência de processos biológicos e psicológicos, de sentimentos, de emoções, de “sentires de alma” que moldam essa própria sexualidade, bem como pela ocorrência de acontecimentos e eventos que influenciam a descoberta e a experimentação sexual, e que acabam por ser determinantes para o bem-estar e satisfação da pessoa:

  • A necessidade de saber mais sobre a sexualidade e recear o julgamento ou a crítica dos outros;
  • O receio da exploração do próprio corpo por falta de conhecimento ou por se sentir pouco à vontade para o fazer;
  • A ocorrência de uma qualquer disfunção sexual;
  • A dificuldade em conjugar a sexualidade com a existência de uma doença crónica;
  • A diversidade funcional e a sua influência na exploração da sexualidade;
  • A diminuição do desejo sexual vivida como algo perturbador;
  • A ansiedade provocada pelo retomar da exploração da sexualidade com um novo parceiro após um período de separação ou luto do parceiro habitual;
  • A vivência da sexualidade em idades mais avançadas (3ª e 4ª idade);
  • A dificuldade de expressão quer para si próprio quer para os outros, ou o receio de vivência, do desejo de intimidade por pessoas do mesmo sexo.

ESTAS E TANTAS OUTRAS SITUAÇÕES A ASSUMIREM UM PAPEL RELEVANTE NO BEM-ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL E NA QUALIDADE DE VIDA DA PESSOA, E ONDE A PSICOTERAPIA PODE TER UM PAPEL
​IMPORTANTE A DESEMPENHAR.

Com efeito, e não havendo um esquema fixo de normalidade sexual, isto é, não se tratando de algo tão simplista como ser ou fazer uma “coisa” ou outra, mas havendo sim um continuum de formas de expressão e de vivência da sexualidade, é aqui que a psicoterapia pode intervir, ajudando-o/a a:

  • Conhecer-se melhor a si próprio/a;
  • Esclarecer mitos e crenças erróneas;
  • Construir sentimentos positivos sobre a sexualidade
  • Ultrapassar barreiras e limitações;
  • Fortalecer competências para tomar as suas próprias decisões;
  • Melhorar as suas relações interpessoais.
​Relembrando ainda que, tal como nas demais áreas de intervenção, também no que respeita à sexualidade, a psicoterapia tem como objetivo maior o reforço da sua autoestima, da sua autoconfiança e do seu desenvolvimento integral e, neste caso em particular, de contribuir para uma exploração sexual saudável e o alcance de um estado benéfico de harmonia física e emocional consigo próprio/a e também com os/as seus/suas parceiros/as.
​Gonçalo Duque Plaza
Psicólogo Clínico / Hipnoterapeuta 

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