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A Verdade sobre as Dificuldades de Aprendizagem

Mais importante que estudar, é aprender a estudar.

O aproveitamento escolar não tem só a ver com o tempo que o aluno dedica aos seus estudos.
 
A aquisição de conhecimentos é condicionada pelas características psicológicas e emocionais de cada um. Tanto a concentração, a atenção, a memória como a capacidade de assimilar o que se está a estudar, são muito influenciadas por características como a ansiedade, a impulsividade, o medo, a angustia e pela falta de confiança em si próprio.
 
Estas características estão associadas com o funcionamento psíquico e emocional de cada um e fazem parte da fase de desenvolvimento emocional que o aluno atravessa.

Há ainda outros fatores que influenciam a qualidade do estudo, como a alimentação que o aluno tem e a qualidade das suas horas de descanso. Neste sentido, cada aluno tem um conjunto de características internas e externas que vão influenciar o seu rendimento escolar.

Se estivermos desconfortáveis fisicamente, cansados, com fome, com sono ou com dores, ou perturbados emocionalmente, com ansiedade, medo, tristeza, raiva ou culpa, dificilmente vamos conseguir ter um bom rendimento no que quer que seja. O mais provável é não conseguirmos aceder aos recursos que estão dentro de nós e bloquearmos ou enganarmo-nos no que estamos a tentar fazer.

O mais comum, quando um aluno começa a demonstrar algumas dificuldades de aprendizagem, é os pais colocarem-no em explicações e exigirem mais “trabalho” ao seu filho ou filha.

No meu entender, esta atitude por si só, é contraproducente.

Se o que está a atrapalhar o aluno, são questões emocionais e relacionadas com o seu desenvolvimento psíquico e emocional, mesmo com as explicações o problema não vai ficar resolvido. É como tentar-se encher um balão que está furado: até o conseguimos encher, mas passado pouco tempo está vazio outra vez.

O mesmo se passa com as nossas crianças: com as explicações eles até conseguem reter algum conhecimento, mas este não é assimilado, porque a psique da criança está mais preocupada em resolver as questões emocionais que lhe pesam na alma.

E depois, estas explicações podem até ter um factor secundário muito prejudicial para a criança. Que é a baixa autoestima. A criança sente que por muito que se esforce e por muito que trabalhe, não consegue atingir os objectivos esperados e não consegue valer às expectativas dos seus pais.

A criança começa a sentir-se pouco inteligente, e com o arrastar da situação, pode até mesmo acreditar nisso.

Antes de mais, tem que se perceber muito bem o que está a prejudicar a criança no seu desempenho escolar.

Para isso o mais indicado é realizar uma Avaliação Infantil, ou se tivermos a falar de um adolescente, um Teste Vocacional de Perfil. Desta forma, vamos perceber ao certo, qual o problema e o que é que está a prejudicar aquele aluno, a ter o sucesso escolar que merece.

No Learn2Be, os seus técnicos, por terem uma vasta experiência e conhecimentos na área da Psicologia, estão muito treinados em identificar e ajudar a resolver os factores que estão a prejudicar o rendimento escolar do aluno.

Apenas algumas sessões de Psicologia Infantil ou de Psicologia do Adolescente, podem ser bastantes proveitosas para os alunos, possibilitando que estes desbloqueiem inúmeras situações e características que atrapalham na sua vida no geral.

O objectivo destas consultas especificas, é desbloquear estas características psicológicas e emocionais que podem provocar um mau aproveitamento escolar e ajudar o aluno a reencontrar a sua segurança pessoal e a alegria que é aprender coisas novas e sentir-se com capacidades para superar os desafios que lhe surgem.

Outro objectivo, não menos importante, nas consultas em que surgem estas temáticas, é ensinar a criança ou o adolescente a estudar, ou seja, a capacitação de competências de estudo.

Conhece aquela celebre frase: “se quer ajudar alguém, não lhe dê peixe, ensina-o a pescar”

Ajudar a criança ou o adolescente a perceber e assimilar da melhor forma os conteúdos escolares passa não só pela reformulação da forma de explicar e ensinar, como também pela capacitação de competências de estudo.

A criança ou o adolescente, desta forma, adquire competências de estudo que a capacitam, para melhor perceber e interpretar os conteúdos escolares, mesmo quando o estudo for individual, o que se traduz num sentimento crescente de segurança e num estudo mais conciso e assente em pressupostos correctos que se mantêm a médio – longo-prazo.

Acaba por ser um trabalho muito proveitoso, um trabalho que fica para a sua vida toda.

Depois de o aluno resolver as suas questões emocionais e aprender a estudar, qualquer explicação que venha a ter, vai ser muito mais prazerosa e eficaz e ele próprio ganha segurança que mesmo sozinho é capaz de aprender e ter bons resultados, o que na verdade, vai influenciar muito a forma como ele, ou ela, vai viver a sua vida futura.

Miguel Gonçalves
Diretor Clínico do Learn2be

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