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Autoestima: A base para uma vida plena

Cultivar a autoestima é fundamental para poder sentir bem-estar, encontrar respostas para as questões que muitas vezes nos levam à estagnação, e ao conformismo, para poder ter relacionamentos saudáveis ​​e, por fim, desfrutar de tudo o que representamos e merecemos. Para viver uma vida significativa, precisamos construir uma boa autoestima.

A palavra autoestima é composta por dois conceitos, o de auto, que se refere ao indivíduo, e estima, que significa “apreciação”. Podemos definir autoestima como a apreciação de um individuo face a si próprio, isto é, ao seu próprio valor. Portanto, autoestima é a avaliação subjetiva de uma pessoa sobre o seu valor. Representa a base que sustenta o relacionamento que tem consigo mesmo, estendendo-se a todos os aspetos da sua vida.

A nossa autoestima desenvolve-se à medida que crescemos desde a infância até a idade adulta. Considera-se que 30% da capacidade é inata, enquanto 70% é apreendido, sobretudo na infância, através da nossa relação com os nossos pais. Depende se crescemos num ambiente onde somos educados no reconhecimento ou educados através da desaprovação. Ou seja, se valorizam o que fazemos bem para que queiramos fazer melhor ou, ao contrário, dão enfase apenas ao que se faz menos bem. 

A melhor forma de educar é através do reconhecimento, pois é quando podemos gerar mais vontade de continuar a melhorar e a progredir. Isso não significa que não se possa referir o que se está a fazer menos bem, com o intuito de melhorar, mas sem destacar constantemente o que não está bom o suficiente, ou comparar com os outros. Posto isto, a forma como somos tratados pelos membros da nossa família, pelos nossos professores/educadores, os nossos amigos e colegas contribuem para a formação de uma autoestima saudável.

Existem imensas consequências. Uma muito frequente é o comportamento ciumento nos relacionamentos. Pois partem como pressuposto de que não é preciso muito para que o companheiro/a encontre alguém melhor, dado que se consideram sem importância, sem valor, logo surge o medo de o perder. Outras vezes a baixa autoestima pode gerar um tipo de relacionamento de dependência emocional, pois por medo de não encontrar alguém melhor acabamos por nos apegar a um relacionamento mesmo que seja tóxico.

A nível profissional, também tendem a perder muitas oportunidades porque sentem que não estão à altura das tarefas, e devido a isso, apresentam um comportamento de evitamento.

As seguintes crenças tendem a caraterizar uma baixa autoestima:
  • Inutilidade: “Eu não valho nada”;
  • Inadequação: “Eu não sou bom o suficiente”;
  • Pessimismo: “Não tenho um futuro brilhante”;
  • Fracasso: “Eu falho em tudo o que faço”;
  • Traços negativos: “Eu sou enfadonho”, “Eu sou feio”.

Sinais de baixa autoestima podem também incluir:

  • Ser autocrítico;
  • Ser sensível às críticas dos outros;
  • Focar-se nas falhas;
  • Retrair-se socialmente;
  • Ser pessimista.

Pessoas com autoestima saudável não precisam de se apoiar em fatores externos, nomeadamente salário, status ou notoriedade, ou se apoiar em muletas como álcool, drogas e jogo. Pelo contrário, eles se tratam com respeito e cuidam da sua saúde, comunidade e meio ambiente. Eles são capazes de se investir completamente em projetos e pessoas porque não temem o fracasso ou a rejeição. É claro que, como todas as pessoas, sofrem mágoas e desilusões, mas os seus contratempos não os prejudicam nem os diminuem. Devido à sua resiliência, eles são abertos a pessoas e possibilidades, tolerantes ao risco, recetivos à alegria e ao deleite, aceitando e perdoando os outros e a si mesmos.

Diversos estudos mostram, que embora a autoestima seja relativamente estável ao longo da vida, ela não é de forma alguma fixa ou imutável. E que se pode trabalhar na mesma ao longo da vida.

1. Viva conscientemente. A autoestima está enraizada na capacidade de viver conscientemente e focar no que está a acontecer no momento atual, sem ruminar no passado ou antecipar o futuro.

2. Pratique a autoaceitação. Isso envolve aceitar a si mesmo incondicionalmente e mostrar compaixão a si mesmo em diferentes situações (por exemplo, quando comete um erro).

3. Pratique a autorresponsabilidade. Quando pratica a autorresponsabilidade e a autodisciplina, reconhece que está no comando das suas escolhas e comportamentos. Logo, não pode culpar os outros pelas suas próprias escolhas e não pode esperar que os outros façam escolhas por si. É você que está no comando da sua vida.

4. Pratique a assertividade. É importante honrar as suas necessidades de maneira apropriada, praticando a autoafirmação. Não há problema em se colocar em primeiro lugar e estabelecer limites.

5. Viva com propósito. Ter um sentido de propósito é o antídoto para se sentir inútil. Quando se vive com propósito, tem-se objetivos e deseja-se alcançá-los.

6. Viva com integridade. Este pilar da autoestima concentra-se na sua bússola moral. Quando você leva uma vida com integridade pessoal, você age de acordo com os seus valores e vive uma vida autêntica.

7. Pratique Exercício físico. Estudos mostraram uma correlação entre a atividade física e uma melhor autoestima, bem como uma melhoria da saúde mental.

8. Pratique o perdão de forma genuína. Ao nos apegarmos a sentimentos de amargura ou ressentimento, mantemo-nos presos num ciclo de negatividade, onde a nossa vida não flui. Logo, perdoar a si mesmo e aos outros, melhora a sua autoestima. Conecte-se com a sua natureza amorosa e promova a sua própria aceitação, assim como a dos outros.

  1.  
Existe alguém na sua vida que não perdoou?
  • A si mesmo/a?
  • Um ex. companheiro/a?
  • Algum familiar?
  • Algum/a amigo/a ou colega?

Conte connosco para o ajudar neste processo, por isso convido-o a marcar uma consulta, estarei aqui para vos acompanhar nesta jornada. Tome a iniciativa e dê o primeiro passo.

Anabela Ferreira

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